Boa mastigação ajuda a aproveitar o melhor dos alimentos

Dieta equilibrada também traz benefícios para a saúde bucal

Ensinar a criança a comer bem não significa apenas escolher os alimentos que garantam as necessidades nutricionais dos pequenos. Mastigar corretamente a comida é uma ação essencial para a saúde.

“A mastigação é importante na evolução neurológica de toda criança, tanto na parte cognitiva quanto no desenvolvimento da musculatura orofacial. Também contribui para a formação da arcada dentária, beneficia os dentes e as gengivas”, ressalta a pediatra Mariana Moretto Caniato.

A médica afirma que o estímulo à mastigação é fundamental, mas cada criança deve ter o seu tempo e limites respeitados. “A introdução alimentar deve ser guiada caso a caso. O pediatra deve acompanhar o momento certo e orientar os pais como e quando iniciar esses estímulos”, explica Mariana.

Segundo o Guia de Saúde Oral Materno-Infantil, publicado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, “alimentos saudáveis são bons para os dentes e para a saúde geral da criança. Manter uma dieta equilibrada, variada e rica em nutrientes favorece a formação dos dentes”. A publicação ressalta, ainda, que a criança pequena deve “mastigar todos os tipos de alimento (macios e duros) para aprender a mastigar corretamente e estimular o desenvolvimento de sua boca e face”.

Algumas crianças podem ter dificuldades no início da mastigação, principalmente aquelas com déficit neurológico, prematuras ou que ainda não atingiram um marco de desenvolvimento adequado. “Mas todos devem ter este estímulo, porque é possível mastigar apenas com a musculatura, não são necessários os dentes. O importante é entender que este processo leva também a uma melhora da fala, da respiração, da coordenação da respiração com a mastigação”, enfatiza Mariana Moretto Caniato.

Por isso, o momento da alimentação merece atenção especial de toda família, em todas as faixas etárias. 

A nutricionista Luisa Macedo Nunes, integrante do Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer, orienta: “reserve um horário para fazer suas refeições; muitos problemas são evitados quando mastigamos bem o alimento”.

Mastigar corretamente os alimentos aumenta, ainda, a saciedade. “Quanto mais mastigada for a comida, mais devagar a pessoa vai comer e ficará satisfeita mais rápido”, diz Luisa. A saciedade ocorre em torno de 20 a 30 minutos depois de comer. Além de aproveitar melhor a refeição, a boa mastigação evita repetições. 

Luisa lembra que a mastigação melhora a absorção de nutrientes. “Quanto menores as partículas de comida, a digestão pelo estômago é mais eficiente e melhora a absorção pelo intestino”, destaca. 

O ideal é montar um prato diversificado, não comer com pressa e passar esses hábitos às crianças. Vale sinalizar que os alimentos que não foram bem triturados na boca chegam ao estômago em partículas grandes, de difícil digestão. No intestino, a partícula é fermentada por protobactérias (que são considerados como microorganismos “do mal”). 

Quem não come bem e direito, em todos os sentidos, corre o risco de ter aumentados os sintomas de azia, gases, refluxo, distensão abdominal, dor e até disbiose, que é o desequilíbrio da flora intestinal.

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